sábado, 14 de junho de 2008

Somos abençoados pelos desafios


Fico quebrando a cabeça para aprender a mexer com os "strings", superfícies e volumes do SURPAC, um software nosso, que na verdade não é difícil como um outro, para geologia e lavra de depósitos estratigráficos, um tal de MINEX. Esse é complexo. Pois é, tenho meus desafios.

Mas semanalmente um colega nosso lembra dos desafios de um dos maiores gurus do MINEX, que sofreu um aneurisma múltiplo e entrou em um estado quase vegetal.


Os emails vêm assim: "To update you on Pat’s condition:
- The physical therapy is producing good results! He is able to move his head from side to side and backwards and forwards, which is a big improvement from a week ago
- He is also beginning to move both his left arm and his left leg
- And most exciting of all: he can brush his own teeth and wash his own face now!
- They have begun to feed him yogurt and pudding, and he is able to digest them both
- He is able to sit up on the edge of his bed and in a chair for hours at a time

His improved condition is a direct result of your prayers and support, so please continue to remember him from time to time."


Ou seja, não tem como não se comover com o progresso de alguém em conseguir mover um braço ou engolir um iogurte. E escovar os dentes. Coisas que não damos nenhum valor no dia a dia. Minhas preces estão com o Pat.


Em tempo, postei aqui uma foto do novo Buddha que comprei em Ouro Preto, vindo das Filipinas. Fiz um pedestal para ele, cobri com uma orquídea e deixei a cascata atrás. A vela ilumina a noite dele, assim como ele me ilumina a mente durante os dias.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Síndrome da Sexta-Feira pré férias

Mesmo que seja apenas uma semana ou poucos dias de férias. Porque todos os funcionários, clientes e chefes vêm amarrar macaquinhos na sua cadeira bem nessa hora?

Ainda mais sexta-feira 13.

Saí da imobiliária com vontade de rasgar a proposta de um apartamento, tamanha a burocracia solicitada. Deixa prá lá, pense que será muito bom quando você estiver morando no futuro apartamento. Encontrei um que tem três salas do tamanho da minha atual. Dá pra jogar golfe dentro dela.

Amanhã chegam meus meninos, da Florida, a sensação de saudades de um pai seria amortecida pelo desejo de vê-los fortes e independentes, ou pelo esgotamento mental e emocional das últimas semanas?

O pescoço e costas curvas, sentado ao laptop tentando me desvencilhar dos micos e poder ir para casa arrumar as malas.

E ainda tinha o blog para atualizar.
Dureza.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Oportunidades a Mil


Empregos e salários têm expansão


Bens de Capital puxam o setor no país


Volume recorde de postos de trabalho


A cada minuto aparecem novas demandas, amigos acenam com planos de negócios aprovados, com financiamento, com o comprador fechado na ponta de vendas da futura empresa, com o fornecimento de insumos garantidos, tudo esperando: alguém que "toque" o negócio.


Sintoma natural, de um país que peca por não desenvolver profissionais suficientes para a demanda. Falta gente no nível técnico. Gerentes e executivos, então, reclamam por estarem sobrecarregados.


Difícil delegar para ranqueados que ainda não têm a experiência ou conhecimentos necessários para tocar o barco com menos supervisão.


Há tempos não via isso. Meu dilema sempre foi na direção oposta: quanto mais se sobe, menos opções se tem. No alto das pirâmides empresariais, sobravam executivos e faltavam cadeiras. Acho que isso acontecia pois o crescimento da base superava o da economia, o crescimento da demanda. Parece-me que agora isto se inverteu.


Não passava uma semana sem que empresas com engenheiros, geólogos e técnicos não sofriam um ataque dos concorrentes ou clientes para levar seu pessoal. Agora o ataque é nos executivos.


Interessante observar um pouco mais os detalhes e entender para onde estamos indo. O que você acha?

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Reativação das listas de email dos colegas de faculdade


Depois do estrondoso sucesso da reunião de 25 anos do Colegial, em SP, lamento o fato de eu não ter ido ao encontro de 20 anos de formados no ITA.

Mas temos um grupo no Yahoo e agora estou escrevendo esporadicamente para o grupo, e convidando meus colegas de faculdade a visitar este blog.


Em tempo: enviaram-me uma foto de 25 anos atrás dos amigos do Colégio. Como éramos tão jovens, tão confiantes no futuro, com tantas possibilidades, e tão ingênuos. Sabíamos tão pouco e pensávamos poder tudo. Agora sabemos muito mais, e acreditamos e sonhamos muito menos. Sentimo-nos enjaulados por nossas escolhas. Fomos livres por escolher, é verdade. A liberdade implica em exercer uma escolha. Se queremos ter as opções todas abertas, e não nos comprometermos com nada, é porque estamos presos ao um conceito de "liberdade" que significa não fazer escolha nenhuma. E não sei pra que serve esta liberdade que te impede de fazer as escolhas.

Muita filosofia para uma segunda feira. Ok, vamos trabalhar.

domingo, 8 de junho de 2008

Desafios extraordinários produzem pessoas extraordinárias

Ontem fui ao supermercado e levei as minhas já tradicionais sacolas de pano. Minha namorada torceu o nariz, dizendo que embora tenha a consciência, não participa deste tipo de iniciativa pois não crê.

Foi entrar no supermercado e uma senhora comentar para a outra : "Olha, já estão fazendo aquele negócio para econmizar sacolas plásticas!"

Achei ótimo. Era como se alguém tivesse descoberto que usar chapéu salvasse do câncer de pele, mas estava todo mundo esperando alguëm sair de chapéu na rua, dando permissão a todos os outros, dizendo que agora era oficial, que já podia ser implementado.

Risos, risos e mais risos. Este post não requer foto. Vou lá arrumar a cozinha para um bom Shitake na manteiga com mini-filés de picanha temperados no Zatar árabe e suco de laranja.

Em tempo: no CD "Dom e Juan", dupla sertaneja, escuto uma versão brega da música do também brega Christopher Cross ("I will never be the same"). Gravação e arranjos até que decentes. Bom com uísque e agua perrier. Bom Domingo.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Quantos fazem a diferença em sua empresa?


Será que o planeta em que vivemos ainda sobreviverá? A Amazônia pode ser salva?

Às vezes me espanto vendo quanta coisa aparentemente perdida, melhorou. A poluição dos carros, com as novas tecnologias, pode um dia ficar mínima, comparada com os anos 70.
E quantos policiais fazem o trabalho direito. Falta os juízes ajudarem um pouco mais.

Diz a lenda que ainda existem por aqui 1 milhão de seres humanos do bem, justos e corretos, que seguram a onda dos outros 6 bi.

Um amigo meu, Ricardo, escreveu: "Verdade ou não, eu realmente acredito que um punhado de heróis rebeldes e mal equipados, revolucionários e bem virtuosos, conseguem fazer a diferença, seja para o bem estar de um planeta inteiro ou para o sucesso de uma pequena empresa. "

Eu acredito. Olhe à sua volta e conte quantos tocam o barco. Verá que a maioria balança os remos no ar, ou nem isso. Fico orgulhoso dos poucos, e de mim mesmo, que é o que importa. Agradeço a visão que recebi, por ter vivido boa parte de minha vida deste jeito. Houve épocas em que levantei o remo, ou que remei para o lado errado, e não cri no rumo.


Uma Nova Esperança.

"Tamanho não importa. Olhe para mim. Você me julga pelo meu tamanho? Bem, você não deveria. Porque a Força é minha aliada, e poderosa ela é. A Vida a cria, faz crescer. A sua energia nos cerca, nos une. Seres Luminosos nós somos, não essa matéria rude que você vê. Você precisa sentir a Força ao seu redor, aqui, ali, em torno de nós, a árvore, a pedra, em todos os lugares. Inclusive entre eu e a nave."
Yoda, Mestre Jedi de 800 anos de idade, Star Wars Episódio 5 O Império Contra-Ataca, 21 de Maio de 1980. Que a Força esteja conosco.

A Engenharia e a Natureza

A combinação de um trabalho de cálculo, tecnologia, engenharia, planejamento bem feito, com o que foi criado pela natureza produz um resultado que enche os olhos. Acima a mina de Bisbee, que poderia ser a intersecção de um dia de sol com uma tela de Marc Chagall.

Tivesse ficado na Engenharia Aeronáutica encontraria a beleza das nuvens sendo cortadas por asas de alumínio polido, reluzindo com o sol puro de milhares de metros acima do nível do mar.

Felizmente não tenho que ficar preso apenas a automação e otimização de processos com software e telecomunicações, pois ainda não me espantei com a beleza de fluxogramas, gráficos de Gantt, ou hubs e switches. Mas há outros tipos de recompensa, como ver pessoas trabalhando mais produtivamente, se realizando, aprendendo, crescendo profissional e pessoalmente nas equipes em que colaboro ou que lidero.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Mina subterrânea e Meninas Poderosas


Essa foto é de Ouro Preto, de um colega da Austrália, e não tem a ver com a estória a seguir.
Dois Engenheiros da nossa empresa voltaram comentando que a mina subterrânea que eles visitaram era linda. Não, a garota não estava enterrada ou embaixo da terra. A jazida era explorada com 700km de túneis, super iluminados, em pilares e galerias, e o modelo de blocos era atualizado a cada dois dias com nosso software. Inclusive poderiam usar o "Ore Control" e fazer em 15 minutos toda a krigagem de curto prazo.


Um amigo meu escreveu que o cantor Belchior diz "... é você que ama o passado e que não vê ..." quando ele jurava que era " ... é você que é mal-passado e que não vê ..."

Ou seja, contexto é tudo, vale 50 pontos de QI de acordo com Bill Gates...

Mas às vezes nem o contexto salva uma interpretação de texto ou frase.

Veja o que me relatou o JP, que achei genial:


Vocês devem conhecer o desenho "As meninas super-poderosas".
Há um episódio das meninas que se chama "Meet the Beat-Alls". É uma homenagem aos Beatles. Todos os diálogos são frases de músicas deles. O fundo musical sugere várias músicas deles, apesar de nenhuma delas ser mesmo dos Beatles. Eu tenho isso em DVD, roubei das crianças... Eles ainda não compreendem o valor disso, então eu me declarei custodiante do DVD, pra evitar que ele se perca. Quando eles forem adultos eu devolvo.

Enfim, eu conseguia reconhecer quase todas as citações. Menos uma. No final do episódio, quando o Macaco Louco é preso, Jude, que é a veterinária do Zoo, diz :
"- Algum dia macacos não tocarão canções ao piano. Tocar canções ao piano !"

What's p*%$$$ that?!?

Eu não conseguia identificar a música, isso não fazia sentido.

Pois não é que hoje eu descobri que ela aparece em "Michelle" !!

O refrão "Sont des mots qui vont très bien ensemble, très bien ensemble" é cantado pelo Paul, num dado momento, assim :

"Someday monkeys won't play piano songs, play piano songs"

Tá, provavelmente alguns de vocês já sabiam disso, e isso não acrescenta muito à nossa existência, mas eu achei do cacete. (aqui acaba o email do meu amigo)