terça-feira, 30 de setembro de 2008

realmente, "somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais?"

Veio pelo ar, há tempos... sei lá porque resolvi restaurar aqui a Constatação lamentável
Não me vejo enquadrado aqui. Aliás, sou criticado por ser duro demais com meu filho.
E critico os meus amigos que se comportam como abaixo. Fica o alerta.

" Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos pais. E com o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na história. O grave é que estamos lidando com crianças mais "espertas", ousadas, agressivas e poderosas do que nunca. Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo ao outro.
Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. Os últimos que tiveram medo dos pais e os primeiros que temem os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o jugo dos filhos. E o que é pior, os últimos que respeitaram os pais e os primeiros que aceitam que os filhos lhes faltem com o respeito. Na medida em que o permissivo substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal. Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam as suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais. Mas, na medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram-se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, e, ainda que pouco, os respeitem. E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E, além disso, os patrocinem no que necessitarem para tal fim. Quer dizer, os papéis se inverteram, e agora são os pais quem têm de agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado. Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para serem os melhores amigos e "tudo dar" a seus filhos.

Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais, a debilidade do presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles. Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão. Se o autoritarismo suplanta, a permissividade sufoca. Apenas uma atitude firme e respeitosa lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, os carregando e rendidos à sua vontade. É assim que evitaremos o afogamento das novas gerações no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino. Os limites abrigam o indivíduo, com amor ilimitado e profundo respeito.

"Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos".

Mônica Monasterio (Madri-Espanha)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Já pensou isto no seu currículo? First Lady


Eu estava vendo o perfil de certas pessoas no LinkedIn, uma ferramenta de "networking" profissional, e acabei me deparando com o do Barack Obama e o da Hillary Clinton.

Agora está na moda as mulheres, quando tem um intervalo em sua carreira, que ficou em casa tendo ou criando filhos, colocarem estes anos em seu historico profissional como "Full time parent" (mãe ou pai em tempo integral), o que acho muito justo. Agora, eu não tinha pensado em ter no currículo umas entradas como "primeira dama". E claro, o da Hillary tá cheio disso e achei interessante:


Experience
Candidate
Hillary Clinton for President
( Political Organization industry)
2007 – Present (1 year)
Senator from New York
United States Senate
( Legislative Office industry)
2001 – Present (7 years)
First Lady
United States of America
( Government Administration industry)
1993 – 2001 (8 years)
First Lady
State of Arkansas
( Government Administration industry)
1983 – 1993 (10 years)
Attorney, Partner
Rose Law Firm
( Law Practice industry)
1977 – 1992 (15 years)
First Lady
State of Arkansas
( Government Administration industry)
1979 – 1981 (2 years)
Professor
University of Arkansas School of Law Fayetteville
( Higher Education industry)
1974 – 1976 (2 years)
Impeachment Inquiry Staff
Judiciary Committee, US House of Representatives
( Government Administration industry)
1974 – 1974 (less than a year)
Staff Attorney
Children's Defense Fund
( Legal Services industry)
1973 – 1973 (less than a year)
Education

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Aquelas fotos dizendo que voce é uma pessoa de sorte



Dezenas de amigos gostaram do feedback sobre aquele email corrente com fotos da "desgraça alheia". Eu me manifestei dizendo que não gosto do modo de encarar as coisas do autor. Não é legal isso de se provocar sentimento de pena, "como eles são coitados e como nós somos afortunados, sortudos, etc etc." Acho que o jeito correto de ver estas fotos é no sentido de despertar compaixão.De repente muito deles aqui tem orgulho de estar aguentando a barra, são felizes apesar das dificuldades, e ficariam ofendidos se o que você tem para oferecer é pena.Ignore o texto que escreveram ao lado das fotos.Olhe para a velhinha com o fardo.Se bobear, ela tá rindo por dentro.Pois apesar da idade e corpinho de palito, tá carregando um fardo à la superhomem.E tá muito orgulhosa de que vai acender o fogao de lenha sozinha, ou que vai chamar as amigas para comer bolinhos depois desta.E vai adorar tirar as meias molhadas para esquentá-las na lareira.Sentir pena significa achar que estamos numa condição superior, melhor do que a dele, por não estarmos passando pelo mesmo sofrimento.


Temos algum tipo de julgamento quanto a esse ser, ou mesmo quanto à situação que originou esse sofrimento. Ter compaixão, no entanto, significa colocar-se incondicionalmente ao lado do outro, sem qualquer tipo de julgamento quanto à situação que ele está vivenciando, sem nenhum outro sentimento que não seja o de propiciar alívio à situação na qual aquele ser se encontra.Ficar amargurado, dolorido, aborrecido e estragar o dia (e depois nada fazer) é sentir pena.A compaixão exige de nós uma atitude, uma ação. Exige que nos coloquemos na situação em questão, e que nos ofertemos, ou a algo de nós mesmos, para que essa situação se resolva. Exige que estejamos presentes, que sejamos atuantes, que nos posicionemos. Não sinta pena das pessoas que você verá. Pode agradecer sim, pelo que você tem de bom. Mas assuma uma posição sobre o que vê. Faça alguma coisa. Escreva para alguém. Vote em outro. Esculhambe quem merece. Senão você ficou sentindo pena e nada fez para mudar a situação. Abraços a vocês,

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Vamos produzir e criar riqueza


Recebido por email

"Fábula da Galinha vermelha, qualquer semelhança é mera coincidência! Ou não!


A história da galinha vermelha que achou alguns grãos de trigo e disse a seus vizinhos:

'Se plantarmos trigo, teremos pão para comer. Alguém quer me ajudar a plantá-lo?'

'Eu não', disse a vaca.

'Nem eu', emendou o pato.

'Eu também não', falou o porco.

'Eu muito menos', completou o ganso.

'Então eu mesma planto', disse a galinha vermelha.


E assim o fez. O trigo cresceu alto e amadureceu em grãos dourados.

'Quem vai me ajudar a colher o trigo?', quis saber a galinha.

'Eu não', disse o pato.

'Não faz parte de minhas funções', disse o porco.

'Não depois de tantos anos de serviço', exclamou a vaca.

'Eu me arriscaria a perder o seguro-desemprego', disse o ganso.

'Então eu mesma colho', falou a galinha, e colheu o trigo ela mesma.

Finalmente, chegou a hora de preparar o pão.


'Quem vai me ajudar a assar o pão?' indagou a galinha vermelha.

'Só se me pagarem hora extra', falou a vaca.

'Eu não posso por em risco meu auxílio-doença', emendou o pato.

'Eu fugi da escola e nunca aprendi a fazer pão', disse o porco.

'Caso só eu ajude, é discriminação', resmungou o ganso.

'Então eu mesma faço', exclamou a pequena galinha vermelha.

Ela assou cinco pães, e pôs todos numa cesta para que os vizinhos pudessem ver. De repente, todo mundo queria pão, e exigiu um pedaço. Mas a galinha simplesmente disse:

'Não, eu vou comer os cinco pães sozinha'.

'Lucros excessivos!', gritou a vaca.

'Sanguessuga capitalista!', exclamou o pato.

'Eu exijo direitos iguais!', bradou o ganso.

O porco, esse só grunhiu.


Eles pintaram faixas e cartazes dizendo 'Injustiça' e marcharam em protesto contra a galinha, gritando obscenidades.

Quando um agente do governo chegou, disse à galinhazinha vermelha:


'Você não pode ser assim egoísta'.

'Mas eu ganhei esse pão com meu próprio suor', defendeu-se a galinha.


'Exatamente', disse o funcionário do governo. 'Essa é a beleza da livre empresa. Qualquer um aqui na fazenda pode ganhar o quanto quiser. Mas sob nossas modernas regulamentações governamentais, os trabalhadores mais produtivos têm que dividir o produto de seu trabalho com os que não fazem nada'.


E todos viveram felizes para sempre, inclusive a pequena galinha vermelha, que sorriu e cacarejou: 'eu estou grata', 'eu estou grata'. Mas os vizinhos sempre perguntavam por que a galinha, desde então, nunca mais fez nada mais... nem mesmo um pão "


Então agora vamos aproveitar as eleições e ver os defensores dos patos, vacas, gansos e porcos, descerem o pau nas galinhas. E viva o Lula!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ordem do Mérito Científico


Saiu no Jornal da Ciência, além do meu pai mandar-me a cópia da carta do Ministro, o que me deixou muito orgulhoso:

"Ordem do Mérito Científico reúne os destaques da C&T no país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu, por meio de decreto de 21 de agosto, a Ordem Nacional do Mérito Científico a 69 personalidades e ao Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), por suas contribuições prestadas à C&T A entrega das insígnias e dos diplomas referentes à admissão ou promoção será feita em ato solene presidido pelo presidente da República ou pelo ministro da C&T, em data a ser definida. Conheça abaixo a relação dos novos membros da Ordem.- Admitidos à Classe de Comendador:

Ciências Químicas - Claudio Airoldi, Yoshitaka Gushikem e Roberto Rittner Neto (Unicamp), Ana Maria da Costa Ferreira, Roberto Manuel Torresi e Susana Inês Cardoba de Torresi (USP)."

Parabéns Professor Doutor Roberto Rittner! A família orgulhosa manda votos de muita alegria.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Disseram para você que é especial

Mandaram-me um link para um slideshow "Has any one told you?" daqueles que dizem que somos únicos, perfeitos, seres insubstituíveis, e que estamos aqui para sermos simplesmente nós mesmos. http://www.hasanyonetoldyou.com/
Muito bonito.
O importante é saber disso, mas importante se esquecer disso e não ter tanto auto-apreço, pois segundo a aula de encerramento do curso O Buddha da Medicina (Centro Maytreia, BH), é deste auto-apreço que vem nosso sofrimento e nossas doenças (além daquelas que vêm do karma de vidas passadas - isto tem que ser tema de outra discussão metafísica, pois matematicamente não tem muita coerência).
Muita informação.
Mas o bem que me fez a série de meditações e tranquilidade que se obtém, desfez a necessidade de tanta informação.
E as ações que a gente toma no dia-a-dia, de maneira desprendida, também fazem muito bem a nós e a humanidade.