quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Os cinco estágios da carreira

Será que é assim mesmo? Eu ainda acho que no trabalho, na batalha, fazemos amigos de verdade, ganhando o pão com o suor e sangue. Mesmo que o motivador tenha sido profissional.

Um texto de Max Geringer.

Existem cinco estágios em uma carreira.
O primeiro estágio é aquele em que um funcionário precisa usar crachá, porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.
No segundo estágio, o funcionário começa a ficar conhecido dentro da empresa e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha. Por exemplo, Heitor de contas a pagar.
No terceiro estágio, o funcionário passa a ser conhecido fora da empresa e o nome da empresa se transforma em sobrenome. Heitor do banco tal.
No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele: Heitor, diretor do banco tal.
Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva. Pessoas que mal conhecem o Heitor passam a se referir a ele como 'o meu amigo Heitor, diretor do banco tal'. Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo contra sua vontade, em 'amigo profissional'.
Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo e um amigo profissional.Amigos que são amigos trocam sentimentos. Amigos profissionais trocam cartões de visita.Uma amizade dura para sempre.Uma amizade profissional é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro.Amigos de verdade perguntam se podem ajudar. Amigos profissionais solicitam favores.
Amigos de verdade estão no coração.Amigos profissionais estão em uma planilha.É bom ter uma penca de amigos profissionais.É isso que, hoje, chamamos networking, um círculo de relacionamentos puramente profissional. Mas é bom não confundir uma coisa com a outra.Amigos profissionais são necessários.Amigos de verdade, indispensáveis.Algum dia, e esse dia chega rápido, os únicos amigos com quem poderemos contar serão aqueles poucos que fizemos quando amizade era coisa de amadores.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Contagie as pessoas com o verdadeiro. Aja como pessoa dos tempos antigos.‏

por SARA MARIA BINATTI DOS ANJOS ---
SOU UMA PESSOA COMUM!
Fui criado com princípios morais comuns.
Quando criança, ladrões tinham a aparência de ladrões .
Mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades presumidas, dignas de respeito e consideração.
Quanto mais próximos, e/ou mais velhos, mais afeto.
Inimaginável responder deseducadamente a policiais, mestres, aos mais idosos, autoridades. Confiávamos nos adultos porque todos eram pais/mães de todas as crianças da rua, do bairro, da cidade.
Tínhamos medo apenas do escuro, de sapos, de filmes de terror.
Ouvindo hoje o Jornal da noite, deu-me uma tristeza infinita por tudo que perdemos. Por tudo o que meu filho precisa temer. Pelo medo no olhar de crianças, jovens, velhos e adultos.
Matar os pais, os avós, violentar crianças, seqüestrar jovens, roubar, enganar, passar a perna, tudo virou banalidades de notícias policiais, esquecidas após o primeiro intervalo comercial. Agentes de trânsito multando infratores são exploradores, funcionários de indústrias de multas. Policiais em blitz são abuso de autoridade.
Regalias em presídios são matéria votada em reuniões.
Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos.
Não levar vantagem é ser otário. Pagar dívidas em dia é bancar o bobo, anistia para os caloteiros de plantão. Ladrões de terno e gravata, assassinos com cara de anjo, pedófilos de cabelos brancos.
O que aconteceu conosco?
Professores surrados em salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas portas e janelas.
Crianças morrendo de fome, gente com fome de morte.
Que valores são esses?
Carros que valem mais que abraço, filhos querendo-os como brindes por passar de ano. Celulares nas mochilas dos que recém largaram as fraldas.
TV, DVD, telefone, vídeo game, o que vai querer em troca desse abraço, meu filho?
Mais vale um Armani do que um diploma.
Mais vale um telão do que um papo.
Mais vale um baseado do que um sorvete.
Mais vale dois vinténs do que um gosto.

Que lares são esses?
Bom dia, boa noite, até mais.
Jovens ausentes, pais ausentes, droga presente e o presente uma droga.

O que é aquilo? Uma árvore, uma galinha, uma estrela. Quando foi que tudo sumiu ou virou ridículo? Quando foi que senti amor pela última vez? Quando foi que esqueci o nome do meu vizinho? Quando foi que olhei nos olhos de quem me pede roupa, comida, calçado sem sentir medo? Quando foi que fechei a janela do meu carro? Quando foi que me fechei?

Quero de volta a minha dignidade, a minha paz e o lugar onde o bem e o mal são contrários, onde o mocinho luta com o bandido e o único medo é de quem infringe, de quem rouba e mata.

Quero de volta a lei e a ordem. Quero liberdade com segurança.

Quero tirar as grades da minha janela para tocar as flores.
Quero sentar na calçada, e minha porta aberta nas noites de verão. Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olho no olho. Quero a vergonha, a solidariedade e a certeza do futuro. Quero a esperança, a alegria.
Eu quero ser gente e não peça de um jogo manipulado por TV a cabo.
Eu quero a notícia boa, a descoberta da vacina, a plantação do arroz.
Eu quero ver os colonos na terra, as crianças no colégio, os jovens divertindo-se, os velhinhos contando histórias. Eu quero um emprego decente, um salário condizente, uma oportunidade a mais. Uma casa para todos, comida na mesa, saúde a mil.
Quero livros e cachorros e sapatos e água limpa. Não quero listas de animais em extinção. Não quero clone de gente, quero cópia das letras de música. Eu quero voltar a ser feliz!
Quero dizer basta a esta inversão de valores e ideais.
Quero xingar quem joga lixo na rua, quem fura a fila, quem rouba um lápis, quem ultrapassa a faixa, quem não usa cinto, quem não paga as suas contas, quem não dignifica meu voto.
Quero rir de quem acha que precisa de silicone, lipoaspiração, implante, dieta, cirurgia plástica, carro zero e quem sabe até um importado, laptop, bolsa XYZ, calça ZYX para se sentir inserido no contexto ou ser "normal".
Abaixo a ditadura do "tem que", as receitas de bolo para viver melhor, as técnicas para pensar, falar, sentir! Abaixo o especialista, o sabe-tudo rodeado de microfones e câmeras! Abaixo o "TER", viva o "SER"! E viva o retorno da verdadeira vida, simples como uma gota de chuva, limpa como um céu de abril, leve como a brisa da manhã! E definitivamente comum, como eu... ADORO MEU MUNDO SIMPLES, COMUM E HUMILDE.

TIME Mobile - In Latin America, Pointing a Finger at the US

Para o nosso gáudio e gozo: metendo o dedo na cara dos outros. Pelo menos isso é o que o nosso Presidente acha.

In Latin America, Pointing a Finger at the US
Analysis: Venezuela's Chavez may crow about the demise of the U.S. economy, but it will tighten his own belt. Latin America's big winner may instead be Brazil, the country that has best managed capitalismIn an interview with TIME last month, Brazilian President Luiz Inacio Lula da Silva sounded as calm as an afternoon on Copacabana. "The American crisis," he said, "is an American problem that they will have to resolve." A couple of weeks later, at the U.N. General Assembly in New York, a more concerned Lula warned, "We cannot let the burden of the boundless greed of a few be shouldered by all."Over the past week, however, it became clear just how much the "American problem" may affect Brazil's stellar economic performance, as the Sao Paulo stock index -- the Bovespa -- lost about 20% of its value. A visibly irked Lula barked that the U.S. disaster "is one of the most serious problems we have ever seen." His parting shot: "Our financial system is not involved in the [U.S.] subprime" mortgage mess that sparked the catastrophe. "We did our homework and the U.S., who spent 30 years telling us what to do, did not."Such is today's surreal situation that Washington is getting lectured on capitalism by Lula, the head of Brazil's leftist Workers' Party. All over a region once considered the poster child for economic dysfunction, the refrain is the same: Why can't the gringos run an economy as well as we do? Since the fall of the Berlin Wall, Latin America has been adopting the free-market economic reforms demanded by the U.S. The "Washington Consensus" -- more open markets, draconian cuts in public spending, privatization of inefficient industries -- has often been blamed for exacerbating the continent's epic inequality. But most Latin American countries now follow market policies. Some, especially Brazil, have used them not only to create prodigious wealth but also to redistribute it: 52% of Brazil's 190 million people now occupy the middle class, up from 42% when Lula was first elected in 2002. Using its windfall from high world commodities prices to tuck away a record $215 billion in foreign reserves, Brazil has also built what it thought were sturdy defenses against the global financial contagions that had regularly waylaid it in the past.Then came the mother of all Wall Street collapses, fueled by a toxic cocktail of avarice and incompetence once common to the Latin American establishment, and the continent's trust in Washington's free-market model is once again in tatters. Lula and President Bush have spoken on the phone twice since last weekend to reassure each other about their countries' financial health. But the crisis is a shot in the arm for the socialist project of the new Latin left, led by Venezuelan President Hugo Chavez. "Countries like Mexico, Brazil and Chile have done everything expected of them macro-economically, but everyone underestimated the size of this crisis," says Peter Hakim, president of the Inter-American Dialogue in Washington, D.C. "Lula is very right to point the finger of blame at the U.S. If the Venezuelas of the region, which rejected market policies out of hand, come out better at the end of all this than the Brazils do, the credibility of the Washington Consensus will be sadly diminished."The Washington Consensus had already taken a hit in 1995, during Mexico's last peso crash, and in 2002, when the International Monetary Fund, backed by the U.S., insisted on a strict currency policy that worsened Argentina's economic collapse and led to its massive foreign debt default. Since then, Argentina has thumbed its nose at the IMF and Washington, and has seen a dramatic recovery.But as much as they may enjoy the shaming of the U.S. in the current crisis, leftist crusaders like Chavez may take an even bigger hit from the American debacle than more centrist governments like Brazil's will. The financial meltdown is dragging commodity prices along with it, which is bad news for leftist-run economies such as Venezuela's (oil) and Bolivia's (natural gas). It may also have a negative effect on Argentina's important agro-export sector. What's more, Bolivia and Argentina, as well as others such as Nicaragua and Cuba, have come to depend on Chavez's petro-largesse, which stands to be greatly reduced this year and next if crude prices keep plummeting as they are now. "People forget how much Argentina's recovery involved Venezuela's purchase of millions of dollars in Argentine bonds," says Eduardo Gamarra, a Latin America expert at Florida International University in Miami.Brazil, whose $1.3 trillion economy is Latin America's largest and ranked 10th in the world, also relies substantially on commodity exports. But in contrast to his regional peers, Lula's business-friendly policies have made the nation a rarity in Latin America, more reliant on manufactured exports than on commodities. That, along with a well-capitalized banking system and a strong balance of payments picture "has buffered [Brazil] quite a bit against the coming downturn," says Paulo Leme, director of emerging markets research at the Goldman Sachs investment bank in New York. And while Mexico relies on the U.S. market for 80% of its exports, Brazil sends less than a fifth of its exports to the U.S.Still, Brazil and Latin America again are in for yet another test of their economic maturity. And it will be especially hard if the region's new trading buddy, China -- Chinese-Latin American commerce has grown from less than $3 billion in 1990 to more than $70 billion today -- sees a downturn of its own in response to the global crisis. But if capitalist-oriented economies such as Brazil's survive it, "the market approach could actually be bolstered in an ironic way," says Hakim, "meaning that countries like Brazil will look like the examples who managed capitalism better than the U.S. did." In that case, Washington and Wall Street could find themselves berated by a new 'Brasilia Consensus.'

Onça bebendo água


"Muita gente não entendeu o que Lula quis dizer ao definir momentos de crise econômica como "a hora da porca torcer o rabo". Referia-se ao exato instante de a onça beber água. a cobra fumar, o jacaré nadar de costas, a gente pagar o pato. O mercado amarrar o bode. Sabe quando a vaca vai pro brejo? "A hora da porca torcer o rabo" é um pouquinho antes. Afogar o ganso não tem nada a ver com o peixe. O não comer gato por lebre. A oposição fala cobras e lagartos, aposta que Lula vai dar com os burros n'água, que passarinho não bebe, mas cão que ladra não morde. Tucano nenhum tem coragem de cutucar a onça com vara curta. O cabra, como se sabe, está com amacaca! Enfim, passarinho que come pedra... Tutty Vasques "O Estado de S.Paulo" 09/10/08 "


Infelizmente 90% da população, ou felizmente, não tem noção do impacto da crise e de quanto dinheiro evaporou no ar com a implosão das bolsas no mundo inteiro. Melhor que continuem indo aos jogos de futebol, fazendo compras, etc. Realmente não estão, como os americanos, preocupados que seus fundos de aposentadoria viraram pó, pois nunca tiveram um.


O problema é que, como o Lula disse, que na hora da porca torcer o rabo, vai sobrar. Pois se o americano não compra mais bolsas de mulher feitas no Brasil, a fabrica fecha aqui e a turma fica desempregada (que palavra feia, me dói só de ouvir o som). Imagine isso com milhares de produtos.


Fico torcendo para que a China, como os jornais estão dizendo, continue comprando mais e mais minério de ferro, para que a vaca não vá para o brejo de vez.


Bom final de semana, e acendamos velas para Santo Expedito, das causas urgentes, para recuperar o bom senso do mundo e acabar com o pânico. Vai indo que eu já estou lá.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Novo Livro

Estou afastado do Blog por uns tempos, tudo o que me sobra para escrever eu dedico ao meu novo livro (cujo titulo ainda nao posso divulgar). Ele trata de Estruturas de Marketing e Vendas para empresas com tecnologias avançadas que requerem um ciclo de adoção complexo.
Não consigo imaginar um tema mais empolgante e interessante, enquanto que meus amigos e familiares, ao lerem isso no blog, devem ter puxado um sonoro bocejo.
Mas para os que entusiasmam pela idéia, por favor entrem em contato comigo e colaborem - quem sabe eu possa fazer uma citação ou ceder espaço para um capítulo conjunto?
Saudações, e que as Bolsas se recuperem algum dia para que eu tenha uma aposentadoria.