sexta-feira, 23 de maio de 2008

Revista Brasil Mineral - Retorno do Investimento


Recente artigo meu para esta revista, em Março de 2008, fazia uma reflexão sobre quais investimentos precisariam ser considerados como prioritários por companhias de mineração. Mostrei que investimento em Tecnologia de Informação (TI) no setor minerador está em ascensão, e obviamente, no topo do ranking, está o Software. Comecei falando que o Gestor da empresa pode ouvir opinião dos usuários de um software de mineração amplo, mas que “torna-se primordial ser capaz de olhar para além da tela da aplicação em si, para se olhar na cadeia de valor, do processo idealmente automatizado.”

Não vou postar o artigo de cinco páginas aqui, se o quiser, peça-o que te envio.

O ponto de inflexão, no meu parecer, de onde a indústria pode ter um retorno direto e mais exponencial do investimento em Tecnologia é na esfera gerencial e executiva.
Embora sensores possam detectar uma possível colisão entre equipamentos e evitá-la, estes equipamentos não podem constatar que sua produtividade em uma frente de lavra ou mina está muito abaixo da meta; escavadeiras e retomadeiras não decidirão combinar minério de várias frentes, de várias minas, para chegar aos produtos a embarcar naquele dia, caso haja uma falha não prevista e uma das frentes deixe de produzir.

Muitas metodologias passaram a ser adotadas por empresas para que seus departamentos de tecnologia pudessem atribuir prioridades a projetos, tal foi a explosão de demanda por automação. Em geral, estes métodos combinam impacto no negócio, urgência por um lado, consumo de ativos e pessoas pelo outro. Uma fila de prioridades é assim estabelecida, pois as equipes são limitadas, recursos para investimentos em TI também. Assim, muitos projetos jamais iniciam suas carreiras na empresa, independentemente da taxa de retorno interno deles estarem acima da taxa usada pela empresa.

A tecnologia a implantar hoje deve liberar a empresa dos erros do passado: extraindo as informações de aplicações de ontem. Desacoplando os dados da lógica de negócio que já não serve. Consolidando informações de múltiplas fontes para poder produzir alguns relatórios mais exatos e mais pontuais na posição da companhia. Poder de decisão na mão das pessoas corretas está sendo resolvido por inúmeras (virou moda) iniciativas de governança corporativa. Mas a informação para que o supervisor, gerente ou diretor possa tomar a decisão em minutos ou horas, onde está? Sendo consolidada quinze dias depois, em planilhas e documentos off-line e não sincronizados.

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