quarta-feira, 4 de novembro de 2009

As intermitências da Morte, Saramago, e o Animal



A morte passa por todos os lugares, de Syney até Quixeramobim.


Lembrei-me do livro do José Saramago, com o título acima, sem o Animal.

O Animal está triste com o sofrimento de amigos que perderam entes queridos para a senhora com a foice, que virá para todos nós, mais certa que o Imposto de Renda.

O Mineral não sente nem sofre, pois não tem vida. Não muda. Na verdade, minérios mudam, mas não como chama, não como coisa viva. São afetados pelas intempéries.

O Pessoal filosofa. Há dez mil anos tenta entender porque o corpo jaz inerte. Pensa que havia algo dentro daquele corpo que o movia, e já não há mais.

Força, queridos(as), respirem pois tudo passa. Vocês têm um amigo.

10 comentários:

MR disse...

Este post é feito para ajudar minha querida amiga K.G.A.

_Vascao_ disse...

Pasando para te avisar que falei do seu Blog na última postagem do meu Blog e também coloquei seu link por lá.

Aguardo seu comentário.
Abraço
Jeferson
Blog do Vascão

Jou Jou Balangandã disse...

"A morte não é tudo.
Não é o final.
Eu apenas passei para a sala seguinte.
Nada aconteceu.
Tudo permanece exatamente como foi.
Eu sou eu, você é você, e a antiga vida que vivemos tão maravilhosamente juntos permanece intocada, imutável.
O que quer que tenhamos sido um para o outro, ainda somos.
Chame-me pelo antigo apelido familiar.
Fale de mim da maneira que sempre fez.
Não mude o tom.
Não use nenhum ar solene ou de dor.
Ria como sempre fizemos das piadas que desfrutamos juntos.
Brinque, sorria, pense em mim, reze por mim. Deixe que o meu nome seja uma palavra comum em casa, como foi.
Faça com que seja falado sem esforço, sem fantasma ou sombra.
A vida continua a ter o significado que sempre teve.
Existe uma continuidade absoluta e inquebrável.
O que é esta morte senão um acidente desprezível?
Porque ficarei esquecido se estiver fora do alcance da visão?
Estou simplesmente à sua espera, como num intervalo, bem próximo, na outra esquina. Está tudo bem!"

Bonito, né? Não sei o autor.Lembrei muito desse texto ao ler o Muitas Vidas, Muitos Mestres. Que tal indicar o livro à sua amiga? Pode suavizar as coisas.

Beijos e obrigada pela mensagem no blog.

Luna Gandra # disse...

Nossa, interessante. Essa relação que não é nada relacionada. (:

paula barros disse...

A morte sempre mexe comigo. A morte me mostra minhas impossibilidades. Me mostra o muito que não foi dito. O que foi dito e era desnecessário. Mas a cada vez que a morte se aproxima, de alguma forma tento lembrar da vida.

Mesmo um tema triste, gostei de ler o animal-mineral-pessoal-humano e olhar a sua foto.

Força e serenidade para os que sofrem por esse momento.

paula barros disse...

Estou com esse livro na cabeceira da cama, e não consigo terminar.

Anônimo disse...

Leia pois vale a pela.
E o outro livro dele acho ainda melhor: "Só o Amor é Real".

O resto na vida são coisas ilusórias, sonhos, impressões, sombras.
O amor é concreto.

Dai disse...

Eu ia fazer um post sobre morte ontem..Também perdi uma pessoa muito querida.
E perdi muitas outras..e algum dia me perderão também..é a amarga lei da vida.
Mas uma coisa, além deste lindo texto da Jou me fez refletir bastante.
Um pensamento de Sêneca, que ouvi ontem:
"Erramos em ver a morte à nossa frente, como um acontecimento futuro, enquanto grande parte dela já ficou para trás. Cada hora do nosso passado pertence à morte."

Muito bom post.
E linda musica...

Beijinhos.

paula barros disse...

MR


Obrigada pela dica e pelo incentivo, acho essas trocas entre blogs - reais, quando sabemos aproveitá-las. E estou anotando.

bom dia!

MR disse...

Obrigado, Paula e Dai pelos comentários.