segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O acaso que escolheu

Repouso a testa em minhas maos
Olhos se fecham apertados
Ombros se contraem.

Respiro a meio pulmao.
Virando a cabeca para os lados,
Dizendo nao.

Parece que a vida
num requinte de crueldade
me armou uma cilada,

deixando na boca a vontade
no coracao o aperto
nas narinas o cheiro
apenas

pois levou embora,
num piscar de olhos,
o objeto do desejo,
que nao e objeto
nem coisa
era so um sonho.

MR

8 comentários:

Jou Jou Balangandã disse...

MR, passando pra agradecer a visita. Acho que me expressei mal. A vida não é um quebra-cabeça no sentido de problema, mas sim no sentido de peças se encaixando e coisas fazendo sentido.
Bon voyage!
Dia nublado em Bh ...

MR disse...

Aqui dia LINDO JOU JOU!

Jou Jou Balangandã disse...

Acho que não demora muito vc volta pra SP ... o bom filho a casa torna. Será?

MR disse...

Só O Criador sabe isso. Tenho que perguntar para ele no Twitter.

paula barros disse...

É ruim quando nossos sonhos não são palpáveis, realizáveis, sentidos...mas outros sonhos virão.

bjs

Jou Jou Balangandã disse...

Querido, O Criador pode até ter uma parte nisso, mas o que conta mesmo é uma sementinha que nasce dentro da gente e se chama VONTADE.
Tenha um lindo dia!
Bjou

MR disse...

Ou mais sutil e mesmo assim mais poderoso que vontade, uma coisa chamada "intenção" ...
Não, não tenho essa intenção neste momento.

Jou Jou Balangandã disse...

Rsss, sabe que entrei aqui exatamente pra corrigir o meu comentário e substituir a intenção no lugar da vontade?
Acabei de ter uma sessão de cinesiologia fantástica, como sempre.
Cuide-se!