segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Dores e boicotes

Alguém me diz que essa parábola do copo e do lago é bobagem. B/S. Que para eliminar a dor de vez, devemos senti-la com toda intensidade. Pedi um dorômetro para saber onde seria esse limite máximo da dor, pois às vezes sentimos demais e às vezes, de menos. E quantos tipos de dor existem. Se forem temporárias e não permanentes, prefiro jogar no lago e não senti-las. E dor de corno, se encaixa?

Um outro amigo se revolta com a concorrência dos produtos chineses. E nos convida "a participar da marcha contra a importação de produtos chineses. Que tal?"
Minha resposta: Se você tivesse (ou fosse) um líder carismático como Ghandi, e o produto importado fosse um só (tecido inglês), talvez conseguisse.

No contexto atual, ainda vale o que Adam Smith disse: cada um vai maximizar o SEU beneficio, vai comprar o mais barato com mais utilidades. Se o americano que é muito mais ufanista que o brasileiro vai no WalMart (que está matando todas as outras lojas dos EUA) e compra Chinês, o que te faz crer que o tupiniquim vai boicota-los? Para defender os interesses dos empresarios brasileiros (e por consequencia o país e os empregados)?

O dia em que o povo brasileiro se unir para QUALQUER coisa que não seja Copa do Mundo, novela ou BBB, nós salvamos qualquer coisa. Por enquanto aguarde.

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