terça-feira, 8 de julho de 2008

Disseram para mim "Eu sei que não existe, mas torço para que exista"


Não é bem assim. Tem outras coisas. Uso "tem" para não dizer "existe", e "coisas" porque nada neste mundo do visível e do que existe pode descrever o que "tem" do outro lado da vida ou do Universo visível.
Há uns tempos, discuti com colegas agnósticos - que não acreditavam em nada do que não vissem e pudessem tocar.

Alguns acham que não existe nada além do que se pode ver. Eu rebatia que a dúvida já está errada, pois aquilo sobre o qual estamos falando, ou pensando, o "outro lado" da vida, TRANSCENDE o plano de existir não existir. Nem é, nem não é, pois é e não é, e nem é nem não é.


Aqui estamos no plano dos opostos, do vivo e morto, da luz e escuridão, som e silêncio, masculino e feminino, bem e mal. A parte e o todo.


Vou aproveitar que meu filho está aqui e já jeu muito sobre o Big Bang e o tempo.


O que me interessa não é o conjunto do que existe e o que não existe.

Quer discutir sobre o que não está em um estado de existência nem de não-existência. São coisas que fica difícil entender ou pensar pois transcendem o próprio pensamento. O Stephen Hawkins tenta resumir o momento da criação em um BIG BANG...mas não consegue explicar nada antes disso, pois não havia o Tempo. Que só pode existir quando tem espaço, pois se mede o tempo com movimento, indo daqui para ali.
Tempo é tudo para nós. E a dualidade ou separação entre os opostos, é descrita em todas as mitologias e filosofias. Olha a analogia entre a Criação do Universo e a Criação do Seu Universo, como observador: você vê um mundo, eu vejo outro, certo? Uma formiga vê outro, uma pedra vê outro Universo.

Passamos a definir um Universo quando nos separamos dele, certo? O Universo absoluto deve ter sido criado quando Tudo-o-que-é-e-que-não-é se separou em Tempo e espaço. Aí começou o tempo. Da mesma maneira, quando nós, os observadores, nos damos conta que somos uma parte do todo mas que pode ser definida à parte desse todo, passamos a existir como indivíduos. Daí veio o "Penso, logo existo." Certo?


Tem uma Scientific American na minha escrivaninha para ler, sobre todas as teorias e como elas criam o tempo-espaço. Acho que nessa vida não vou conseguir ler e entender.


Poucas coisas me retornam: a Teoria "M", das cordas, veio propor que existem 11 dimensões e não 4, para o Universo, concluindo que devem existir infinitos outros Universos paralelos, como se fossem planos flutuando em um continuum de 11 dimensoes.


Quem sabe um dia a Ciência nos dê mais bases para saber através da lógica, coisas que nós sentimos como sendo um "cheiro" extremamente tênue e distante, que nem temos linguagem e termos precisos para descrever e discutir. São coisas que de certo modo a gente "sente", ou "intui", ou "sabe" de uma fonte do fundo da alma, ... e que às vezes se mostra num 'flash' que parece nao ter vindo de lugar nehum mas que está dentro de tudo, quando a gente ouve uma música, lê uma poesia, vê uma pessoa ou uma situação.


Quem sabe o Superhomem nos explique um dia.

3 comentários:

Paula Basques disse...

Olá "meu primo (do Evandro)"!

obrigada pela visita! Ah, e eu adorei o apelido que você deu para o meu blog. Você está certo, depois da segunda é a terceira mesmo!

E eu? Se acredito em fantasmas, não tenho como não acreditar que "outras coisas" também existam!

Tô te linkando também!

beijo

Evandro Varella disse...

O meu primo....
Acho que tu tá precisando tomar uns goles... essa lei seca tá te pirando o cabeção!

Cuma é esse negocio de ser e não ser ao mesmo tempo?

Agora falando sério, fora as gracinhas acima, é o seguinte: Nada do que a ciência descobriu pode ser uma verdade absoluta.
Calma tem uma explicação, todas as hipóteses, teorias e explicações se originam da "percepção" humana, ou seja do que o homem cheira, vê e sente... então vivemos num mundo de percepções que levam a explicações e não o contrário.
E como sabemos, os sensores são extremamente limitados não é?
Além disso toda existência humana não passa de um milissegundo quando comparada a eternidade do universo.
O problema é que o bicho-homem sempre cisma de explicar o inexplicável.

Melhor é viver e deixar viver.

Abraços
Vavá

Lilian Devlin disse...

Agora sou eu quem agradece a visita e vc ter me linkado!E gostei do "meu" apelido e na sua onda, acabei te linkando e acrescentando um PROFUNDO ao nome do seu blog porque, você sim, trata de temas MUITO PROFUNDOS!
Ao contrário do que o Evandro disse, eu tenho certeza que você estava bem sóbrio quando o escreveu e que EU é que precisaria de uns bons goles para discutir o tema do seu último post! rs
Um beijo!
PS: a foto(linda mesmo!) encontrei na internet e sem direitos autorais, o que me possibilitou usá-la!